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Yorkshire Terrier

O Khentzu kennel, por intermédio de seu proprietário Sandro Ramos, comunica que não mais criará a raça Yorkshire Terrier pelos motivos que passa a expor:

 

1)Caudectomia: Amputação da cauda:

 

Nosso Conselho Federal de Medicina Veterinária, em sua RESOLUÇÃO Nº 877, DE 15 DE FEVEREIRO DE 2008, no Capítulo IV, que trata das CIRURGIAS ESTÉTICAS MUTILANTES EM PEQUENOS ANIMAIS, artigo 7º, §2º, APENAS NÃO RECOMENDA TAL PROCEDIMENTO, MAS PROÍBE A CONCHECTOMIA(CORTE DE ORELHAS) NO §1º DO MESMO ARTIGO.

 

Não entrarei no mérito utilizado por aquele conselho no tocante à escolha do que pode ser proibido ou não recomendado( tradução: PODE) ao que se refere à mutilação de animais.

 

Retificando. A RESOLUÇÃO Nº 1027, DE 18 DE JUNHO DE 2013, APOS 5 ANOS, felizmente, passou a proibir a referida mutilação!

 

Todavia, a caudectomia é procedimento abolido nos E.U.A e na Europa. Por qual motivo não é, também, no Brasil? Tendo em vista que sua função é, somente, uma ignorância estética.

 

Cabe ressaltar que, com este procedimento mutilante, o Yorkshire Terrier tem seu andar comprometido, pois a cauda, prolongamento de sua coluna, serve para conferir-lhe equilíbrio.

 

A caudectomia compromete, ainda, a utilização da acupuntura com o objetivo de amenizar problemas de saúde de exemplares idosos, em razão de alguns pontos estarem localizados, justamente, na cauda.

 

2)2)Redução do tamanho: Micro, mini, anão, imperial e outros "adjetivos":

 

Infelizmente, a raça vem sendo alvo da miniaturização, sem qualquer critério, praticada por pessoas que não possuem qualquer credenciamento em genética e, até mesmo, no padrão da raça.

Como resultado, encontramos exemplares com desvio de temperamento, hidrocefalia, epilepcia, cardiopatia, hipoglicemia, não fechamento da "moleira", fenda de palato, etc...

 

Hoje, os melhores criadores não indicam exemplares com menos de 2 quilos. Porém, vemos que a "produção está em progressão geométrica" para atender ao público que não conhece o Yorkshire Terrier.

 

3)3)Padrão da raça: "A raça pede socorro!". Este é o chamado, perfeitamente, elaborado pela revista Cães & Cia em sua edição 370 publicada em março de 2010.

 

Com a explosão da criação de fundo de quintal, alimentada por pessoas que querem, somente, "micro barato", a raça Yorkshire Terrier vem sendo destruída.

 

A referida revista, abre sua matéria com a seguinte estatística elaborada pela Dra. Rúbia Burnier de São Paulo: "...de cada dez Yorkies que conheço, sete têm desvios de temperamento."

 

Palavras do criador César Moscoso , dono de um dos mais consagrados canis da raça no País, o Lake Buena Vista, de Jundiaí, SP: "Hoje de cada 20 Yorkies que vejo fora dos circuitos das exposições de beleza, APENAS 1 tem a aparência esperada pelo padrão oficial."

 

A Cães e Cia, já em 2008, em seu anuário, página 59, alerta que a raçaa não é indicada para o convívio com crianças. Forte indício de que o temperamento já vinha sofrendo alterações negativas.

 

Podemos perceber, ainda, a falta de comprometimento no estudo da raça. Para tanto, cito algumas "pérolas" produzidas, inclusive, por canis registrados na CBKC:

 

A)York micro, mini, etc...: Já comentado. Mas, merece alguns acréscimos:

 

A raça é denominada Yorkshire Terrier. Por menor que seja o exemplar, será, sempre, Yorkshire Terrier. Assim, não recebe tais nomenclaturas abomináveis. Um criador nunca utilizará tais termos. Portanto, estes adjetivos são utilizados por má fé, propaganda enganosa ou por falta de conhecimento da raça, ou seja, por pessoas que não sejam criadoras;

 

Peça que este "vendedor" coloque no Contrato que o exemplar ficará com X quilos e é micro. Caso contrário, devolverá o valor pago. Duvido!.

 

B) York Carinha de gato: Outra estupidez muito utilizada por quem não é criador.

 

"Carinha de gato" é uma alusão ao gato persa top show em razão da formação de seu crânio braquicéfalo.

 

O Crânio do Yorkshire Terrier é, ou deveria ser, mesocéfalo, em função do prolongamento de seu focinho. Portanto, nunca poderá ter "carinha de gato". Se tiver, é um problema genético.

 

Face ao exposto,

 

Por não mais querer compactuar com o sofrimento de um filhote, causado pela caudectomia, pois tal procedimento é realizado quando aquele ainda tem dias de vida, bem como do adulto em função de não ser possível amenizar suas dores com o uso da acupuntura, somente para atender critérios estéticos, melhor, estúpidos;

 

Por não querer compactuar com a degradação da raça, reduzindo drasticamente seu tamanho, com acasalamentos(na verdade, cruzamento mesmo) incompatíveis, confinamentos e outros artifícios para atender aos que não apreciam o Yorkshire Terrier:

 

Encerra-se a criação da raça Yorkshire Terrier.

Nosso último filhote da raça.

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